Competências Técnicas no Currículo: Listas por Área e ATS
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Competências Técnicas para Currículo: Lista por Profissão e Como o ATS as Avalia

Competências técnicas são o coração da triagem por ATS. Veja listas detalhadas por profissão, aprenda o formato correto para listá-las e entenda como o sistema as avalia.

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Equipe prepara.cv
· 13 min de leitura · Atualizado em

Quando um recrutador olha para dois currículos com trajetórias parecidas, o que faz um passar pelo filtro automático e o outro não? Na maioria das vezes, a resposta está nas competências técnicas — e mais especificamente em como elas estão listadas. Um candidato pode ter exatamente o domínio que a vaga exige, mas se não usar os termos certos no lugar certo, o sistema ATS descarta o currículo antes de qualquer humano vê-lo.

Esta é a realidade do processo seletivo em 2026: a primeira triagem é feita por software. Segundo dados da Jobscan, mais de 98% das grandes empresas e 66% das médias usam sistemas de rastreamento de candidatos (ATS). E o critério principal de pontuação nesses sistemas é a correspondência de palavras-chave — especialmente habilidades técnicas.

Este guia cobre tudo que você precisa saber: o que são competências técnicas e como se diferenciam de comportamentais, como o ATS as lê e avalia, como formatá-las corretamente, e uma lista extensa de hard skills por área profissional — de TI a Direito, de Marketing Digital a Logística.

Principais conclusões

  • Competências técnicas são habilidades específicas e mensuráveis, aprendidas por treinamento ou prática — distintas das competências comportamentais
  • O ATS lê a seção de habilidades técnicas como a fonte mais densa de palavras-chave do currículo — ela tem peso maior que outras seções na triagem
  • Use os nomes exatos das ferramentas e metodologias (Power BI, não "ferramenta de BI"; Scrum, não "metodologia ágil")
  • Em inglês ou português? Use o nome pelo qual a habilidade é mais conhecida no mercado brasileiro — geralmente o inglês para tecnologia, português para legislação e processos
  • Competências técnicas sem contexto de nível ou uso são menos eficazes que as que aparecem também na seção de experiência

O que são competências técnicas — e o que as distingue das comportamentais

Competências técnicas (ou hard skills) são habilidades específicas, ensináveis e mensuráveis, adquiridas por meio de estudo formal, treinamento ou prática deliberada. Elas se referem ao "o quê" você sabe fazer: operar uma ferramenta, aplicar uma metodologia, dominar uma linguagem de programação, interpretar uma legislação.

Competências comportamentais (ou soft skills) descrevem como você trabalha e se relaciona: liderança, comunicação, adaptabilidade, pensamento crítico. Elas são igualmente importantes, mas não são avaliadas da mesma forma pelo ATS — e não pertencem à seção de habilidades técnicas.

A distinção prática é esta: você pode comprovar uma competência técnica com um certificado, um portfólio, uma tarefa executada. Uma competência comportamental é avaliada subjetivamente na entrevista e pelas referências.

No currículo, a confusão entre os dois tipos gera um erro comum: misturar "Excel Avançado" com "proatividade" na mesma lista de habilidades. Isso dilui o impacto da seção técnica sem acrescentar credibilidade à descrição comportamental. Mantenha as listas separadas.

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Por que competências técnicas têm mais peso no ATS

O ATS extrai palavras-chave da descrição da vaga e as compara com o conteúdo do currículo. As palavras com maior peso são, na maioria dos sistemas, as que aparecem na lista de requisitos técnicos da vaga.

Isso acontece porque requisitos técnicos são binários do ponto de vista da triagem: ou você tem Python ou não tem; ou tem CPA-10 ou não tem; ou tem experiência com SAP ou não tem. Soft skills como "boa comunicação" são difíceis de rastrear e verificar automaticamente — por isso os sistemas dão menos peso a elas na pontuação de aderência.

Segundo dados da SHRM, vagas que especificam habilidades técnicas como requisitos têm taxas de triagem automática muito mais rígidas do que vagas abertas. Isso significa que quanto mais técnica a vaga, mais crítico é ter as palavras certas no currículo.

O resultado é direto: a seção de competências técnicas não é um complemento decorativo do currículo. É a seção com maior densidade de palavras-chave e, portanto, com maior peso na pontuação de aderência ao ATS.

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Como o ATS lê as competências técnicas

O ATS não lê como um humano — ele procura correspondência. Essa correspondência pode ser de dois tipos:

Correspondência exata (exact match): o sistema busca o termo exato que aparece na descrição da vaga. Se a vaga diz "Power BI" e seu currículo diz "PowerBI" (sem espaço) ou "PBI", o match pode falhar dependendo do sistema. Se diz "análise de dados" e a vaga diz "data analytics", sistemas mais simples não conectam os dois.

Correspondência semântica (semantic match): sistemas mais avançados — como os usados por grandes empresas e plataformas como a Gupy — fazem correspondência por proximidade de significado. Eles entendem que "gestão de projetos" e "project management" são equivalentes, ou que "Python" e "Pandas" estão relacionados. Mas você não pode depender disso.

A estratégia segura é sempre usar os termos exatos como aparecem na descrição da vaga, complementados pelos termos mais comuns no seu setor.

Inglês ou português? A questão dos nomes de ferramentas

No mercado brasileiro, a convenção varia por área:

  • Tecnologia e dados: use o nome em inglês, que é o padrão universal — Python, R, Power BI, SQL, Kubernetes, React.
  • Marketing digital: também predomina o inglês — SEO, Google Ads, CRM, Growth Hacking, A/B Testing.
  • Finanças e contabilidade: mix — CPC (Comitê de Pronunciamentos Contábeis), IFRS, DRE, fluxo de caixa em português; Bloomberg, SAP, Excel em inglês.
  • RH: mix — CLT, eSocial, LGPD em português; People Analytics, ATS, HRIS em inglês.
  • Direito: predomina o português — Direito Trabalhista, Recuperação Judicial, CPC (Código de Processo Civil).

A regra prática é usar o nome pelo qual a habilidade é anunciada nas vagas do seu setor. Pesquise 5 a 10 vagas na área e veja como elas descrevem as habilidades que você tem. Replique o vocabulário.

Como formatar a seção de competências técnicas

A seção de competências técnicas deve ser organizada de forma escaneável — o recrutador humano precisa encontrar as habilidades relevantes em segundos, e o ATS precisa identificar os termos sem ambiguidade.

O formato mais eficaz é a lista em categorias:

Linguagens e desenvolvimento: Python, JavaScript, TypeScript, SQL, R Cloud e infraestrutura: AWS (EC2, S3, Lambda), Docker, Kubernetes, Terraform Análise de dados: Power BI, Tableau, Pandas, NumPy, Excel Avançado Metodologias: Scrum, Kanban, DevOps, CI/CD

Esse formato tem três vantagens: facilita a leitura humana, concentra palavras-chave em bloco, e torna evidente a profundidade e a organização do conhecimento técnico.

O que evitar: listar habilidades em um único parágrafo corrido de texto. Sistemas ATS identificam palavras-chave com muito mais precisão em listas.

Nível de proficiência: incluir ou não? Há dois campos de opinião. O primeiro é que incluir nível (básico, intermediário, avançado) é desnecessário e ocupa espaço — o nível real aparece na entrevista. O segundo é que qualificar a proficiência dá mais credibilidade e evita expectativas erradas. A recomendação prática: inclua nível apenas quando ele for alto (avançado, especialista, certificado) ou quando a diferença entre básico e avançado for crítica para a vaga.

Em vez de: "Excel (básico)" Escreva: Omita o básico — ou, se for relevante mencionar, diga "Excel (avançado, incluindo macros VBA e Power Query)"

Listas de competências técnicas por área profissional

TI e Desenvolvimento de Software

Linguagens de programação: Python, JavaScript, TypeScript, Java, C#, C++, Go, Kotlin, Swift, PHP, Ruby, Scala, Rust

Desenvolvimento web (front-end): React, Angular, Vue.js, Next.js, HTML5, CSS3, Tailwind CSS, SASS, Redux, GraphQL

Desenvolvimento web (back-end): Node.js, Django, FastAPI, Spring Boot, Express.js, Laravel, NestJS, REST API, gRPC

Banco de dados: SQL, PostgreSQL, MySQL, MongoDB, Redis, Elasticsearch, Firebase, DynamoDB, SQLite

Cloud e infraestrutura: AWS (certificações: Cloud Practitioner, Solutions Architect, Developer), Azure, Google Cloud Platform (GCP), Docker, Kubernetes, Terraform, Ansible, Jenkins, GitHub Actions

Dados e IA: Machine Learning, Deep Learning, TensorFlow, PyTorch, Scikit-learn, Pandas, NumPy, Apache Spark, Apache Kafka, Airflow, dbt, MLOps

Segurança: Pentest, OWASP, ISO 27001, SAST, DAST, LGPD compliance

Metodologias: Scrum, Kanban, DevOps, CI/CD, TDD, BDD, DDD, Clean Architecture, Microservices

Marketing Digital

Tráfego pago e mídia: Google Ads, Meta Ads (Facebook e Instagram), TikTok Ads, LinkedIn Ads, Programmatic Display, DV360, Trade Desk, ROAS, CPA, CPM, CTR

SEO e conteúdo: SEO técnico, SEO on-page, SEO off-page, Google Search Console, Ahrefs, SEMrush, Moz, Link building, Core Web Vitals

Analytics e dados: Google Analytics 4 (GA4), Google Tag Manager, Looker Studio, Power BI, Adobe Analytics, Mixpanel, Hotjar, A/B Testing

CRM e automação: HubSpot, Salesforce Marketing Cloud, RD Station, ActiveCampaign, Mailchimp, Brevo (ex-Sendinblue), automação de marketing, lead nurturing, funil de vendas

Redes sociais: Social Media Management, Hootsuite, Sprout Social, edição de vídeo (Premiere, CapCut), criação de conteúdo, UGC, Influencer Marketing

E-commerce: VTEX, Shopify, WooCommerce, conversão e CRO, Marketplace (Mercado Livre, Amazon, Shopee), NuvemShop

Financeiro e Contábil

Contabilidade: Escrituração fiscal, SPED Contábil, SPED Fiscal, ECD, ECF, DCTF, Balancete, DRE, Balanço Patrimonial, DIPJ, CPC, IFRS

Tributário: IRPJ, CSLL, PIS, COFINS, ICMS, ISS, IPI, Simples Nacional, Lucro Presumido, Lucro Real, planejamento tributário, PGFN

Finanças corporativas: FP&A (Financial Planning & Analysis), fluxo de caixa, valuation (DCF, múltiplos), modelagem financeira, Excel Avançado (com tabela dinâmica, Power Query, fórmulas avançadas), Power BI, Hedge, derivativos

Sistemas: SAP FI/CO, TOTVS Protheus, Oracle Financials, Sankhya, Senior Sistemas, Bloomberg Terminal, Refinitiv

Certificações relevantes: CPA-10, CPA-20, CEA, CFP (Certified Financial Planner), CFA (Chartered Financial Analyst), CRC

Mercado de capitais e banking: M&A, DCM, ECM, Private Equity, Venture Capital, FIDC, CRI, CRA, estruturas de dívida

Recursos Humanos

Recrutamento e seleção: triagem de currículos, entrevista por competências (BEI), assessment center, dinâmica de grupo, testes psicológicos, People Analytics, ATS (Gupy, Greenhouse, Lever)

Gestão de pessoas: avaliação de desempenho, gestão por OKRs, feedback estruturado, PDI (Plano de Desenvolvimento Individual), sucessão, gestão de talentos

Legislação e compliance: CLT, eSocial (S-1000 a S-2299), LGPD aplicada ao RH, normas regulamentadoras (NRs), PPP, PCMSO, PPRA/PGR

Remuneração e benefícios: job grading, estrutura salarial, pesquisa salarial, PLR, gestão de benefícios, FGTS, INSS patronal

Treinamento e desenvolvimento: levantamento de necessidades de treinamento (LNT), design instrucional, e-learning, Kirkpatrick, ROI de T&D

Sistemas HRIS: TOTVS RH, SAP HCM, Workday, SuccessFactors, Senior RH, Convenia

Vendas e Comercial

Metodologias de vendas: SPIN Selling, Challenger Sale, MEDDIC, Inside Sales, SDR/BDR, outbound e inbound sales, Account-Based Marketing (ABM)

CRM e ferramentas: Salesforce, HubSpot CRM, Pipedrive, RD Station CRM, Zoho CRM, gestão de pipeline, forecast de vendas

Métricas: CAC (Custo de Aquisição de Clientes), LTV (Lifetime Value), churn, NPS, taxa de conversão, ARR, MRR, ticket médio

Segmentos específicos: B2B, B2C, SaaS, Key Account Management (KAM), negociação com grandes contas, expansão de território, channel sales

Saúde

Assistência e clínica: prontuário eletrônico (Tasy, MV, Soul MV), prescrição digital, telemedicina, protocolos clínicos, CCIH (Controle de Infecção Hospitalar), classificação de risco (Protocolo de Manchester)

Gestão em saúde: acreditação hospitalar (ONA, JCI), indicadores hospitalares (taxa de ocupação, tempo de permanência), gestão de leitos, SADT

Saúde pública e regulatória: ANVISA, RDC, vigilância sanitária e epidemiológica, SUS (DATASUS, SINAN, SISVAN), notificação compulsória

Especialidades técnicas (por área): ventilação mecânica, hemodinâmica, USG Doppler, anestesiologia regional, fisioterapia respiratória, OMFS

Certificações: ACLS, BLS, ATLS, residência médica/multiprofissional, CRM, CRF, COREN, CRFa, CREFITO

Engenharia

Civil e estrutural: AutoCAD, Revit, BIM (Building Information Modeling), ANSYS, SAP2000, TQS, NBR (normas ABNT), gestão de obras, Primavera P6, MS Project

Mecânica e industrial: SolidWorks, CATIA, Pro/ENGINEER, CAM, FMEA, PFMEA, manutenção preditiva e preventiva, TPM, Lean Manufacturing, Six Sigma (Green Belt, Black Belt)

Elétrica e eletrônica: NR-10, NR-12, LTCAT, AutoCAD Elétrico, MATLAB, simulação de circuitos, CLP/PLC (Siemens, Allen-Bradley), SCADA, automação industrial

Qualidade: ISO 9001, ISO 14001, IATF 16949, PPAP, APQP, SPC, MSA, 8D, ferramentas da qualidade (Ishikawa, Pareto, PDCA)

Meio ambiente: ISO 14001, PGRCC, licenciamento ambiental, ACV (Avaliação do Ciclo de Vida), relatórios GHG Protocol, ESG

Educação

Pedagogia e didática: BNCC, planejamento pedagógico, avaliação formativa e somativa, diferenciação pedagógica, metodologias ativas (sala de aula invertida, PBL, gamificação)

Tecnologia educacional: Google for Education, Microsoft 365 Education, Moodle, Google Classroom, ferramentas de videoconferência (Zoom, Teams), Kahoot, Padlet, Genially

Gestão escolar: IDEB, SAEB, gestão de PPP (Projeto Político-Pedagógico), PDDE, PNE, FUNDEB, EJA

EAD e corporativo: design instrucional, ADDIE, Articulate Storyline, Rise 360, criação de trilhas de aprendizagem, LMS, SCORM, gamificação corporativa

Idiomas e ensino de línguas: CEFR (A1 a C2), TOEFL, IELTS, Cambridge Exams, CELPE-Bras, metodologias de ensino comunicativo

Direito

Civil e empresarial: Direito Civil, Contratos, Direito Societário, Fusões e Aquisições (M&A jurídico), Recuperação Judicial, Falências (Lei 11.101/05), Due Diligence jurídica

Trabalhista: CLT, Reforma Trabalhista (Lei 13.467/17), reclamações trabalhistas, acordos coletivos, negociação sindical, compliance trabalhista

Tributário: planejamento tributário, defesas fiscais, CARF, processos administrativos tributários, autuações, PGFN, parcelamentos fiscais

Regulatório e compliance: LGPD, anticorrupção (Lei 12.846/13), BACEN, CVM, ANATEL, ANEEL, ANS, ANVISA, compliance regulatório

Sistemas e pesquisa: PJe (Processo Judicial Eletrônico), eCAC, PROJUDI, Jusbrasil, LexML, Thomson Reuters Westlaw, LexMachina

Logística e Supply Chain

Planejamento e operações: S&OP (Sales and Operations Planning), CPFR, gestão de estoque (FIFO, LIFO, ABC), MRP, ERP (SAP MM/WM, TOTVS), WMS (Warehouse Management System), TMS (Transportation Management System)

Indicadores logísticos: OTIF (On Time In Full), fill rate, giro de estoque, custo por kg transportado, CSAT logístico, SLA de entrega, lead time

Transporte e distribuição: modal rodoviário, ferroviário, marítimo e aéreo, RNTRC, legislação de transporte (ANTT), tabela FIPE, roteirização (Roadnet, RotaExata), last mile

Importação e exportação: Siscomex, drawback, regimes aduaneiros especiais, RADAR, Incoterms 2020, HS Code (NCM), despachante aduaneiro, LALIQ

Qualidade e processos: Lean Logistics, 5S, kaizen, VSM (Value Stream Mapping), ISO 28000, LGPD aplicado ao supply chain

A estratégia de ATS para competências técnicas

Saber quais habilidades listar é metade do trabalho. A outra metade é garantir que elas apareçam nos lugares certos — e nos formatos certos.

Regra 1 — A seção de habilidades não basta: habilidades listadas apenas em uma seção têm menos peso no ATS do que habilidades que aparecem também na descrição de experiências. Se você lista "Power BI" nas habilidades e também descreve "Criou dashboards em Power BI para monitoramento de KPIs de vendas em tempo real" na seção de experiência, o sistema identifica redundância positiva — a habilidade tem contexto e uso comprovado.

Regra 2 — Espelhe a descrição da vaga: leia a vaga palavra por palavra e sublinhe todos os requisitos técnicos. Verifique se cada um deles aparece no seu currículo — exatamente como escrito na vaga. Se a vaga diz "Excel avançado" e você escreveu "Microsoft Excel", atualize para o termo da vaga.

Regra 3 — Não inclua o que você não sabe: sistemas ATS mais avançados cruzam habilidades listadas com nível de proficiência declarado e experiência descrita. Listar "Machine Learning" sem nenhuma experiência descrita que sustente o uso cria inconsistência — que o entrevistador vai notar rapidamente.

Regra 4 — Atualize conforme a área evolui: tecnologias mudam rápido. Segundo dados do LinkedIn Talent Solutions BR, as habilidades mais demandadas mudam significativamente a cada dois anos. Revise sua seção de competências técnicas a cada 6 meses, removendo ferramentas obsoletas e adicionando as que você dominou.

O prepara.cv analisa as competências técnicas do seu currículo em relação às vagas para as quais você está aplicando e identifica lacunas de palavras-chave antes que o ATS faça isso.

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Perguntas frequentes sobre competências técnicas no currículo

Quantas competências técnicas devo listar no currículo?

Não existe um número ideal único, mas a faixa de 10 a 20 habilidades técnicas é adequada para a maioria dos profissionais. Menos do que 8 pode parecer raso; mais do que 25 começa a diluir as habilidades mais fortes. Priorize as que aparecem com mais frequência nas vagas que você está buscando e as que você domina com mais profundidade.

Devo listar habilidades que tenho em nível básico?

Somente se a vaga pede o nível básico explicitamente. Incluir habilidades básicas em áreas onde o mercado espera proficiência avançada pode criar expectativas erradas e gerar situações desconfortáveis na entrevista técnica. Se a habilidade é básica e não é requisito explícito da vaga, omita-a.

Como lidar com ferramentas que mudaram de nome ou foram descontinuadas?

Use o nome atual e mais reconhecido. Se a ferramenta mudou de nome recentemente (como Sendinblue para Brevo, ou Workplace do Facebook para Meta Workplace), use o nome atual mas considere incluir o nome anterior entre parênteses caso o mercado ainda use os dois. Ferramentas descontinuadas (como Flash, Internet Explorer, ferramentas legadas muito antigas) geralmente devem ser removidas, a não ser que o setor específico ainda as utilize.

Certificações entram na seção de habilidades técnicas ou na seção de formação?

O ideal é ter uma seção própria para certificações quando você tem 3 ou mais que são relevantes. Se forem poucas, podem aparecer na seção de competências técnicas (ex: "AWS Solutions Architect Certified") ou em informações adicionais. Não misture certificações com diplomas de graduação e pós na seção de formação acadêmica — são categorias diferentes.

Como listar competências técnicas em áreas com nomenclatura em constante mudança (como dados e IA)?

Use os termos mais amplamente aceitos no mercado atual e inclua variações quando necessário. Em dados e IA, por exemplo, é seguro listar "Machine Learning / Aprendizado de Máquina", "LLMs (Large Language Models)" e "RAG (Retrieval-Augmented Generation)" — usando tanto o acrônimo quanto o nome completo na primeira menção. Isso cobre correspondências exatas de diferentes recrutadores e sistemas.

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