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Competências no LinkedIn: as que recrutador procura (e a ordem importa)

Competências no LinkedIn não é checklist. É um filtro de busca. Aqui está a estratégia para escolher quais entram, qual fica no topo e o que evitar.

prepara.cv
Equipe prepara.cv
· 11 min de leitura · Atualizado em

A seção de competências no LinkedIn é uma das mais subutilizadas do perfil. A maioria das pessoas adiciona 8, 12, no máximo 20 skills, escolhe baseado no que sabe fazer (em vez do que recrutador busca) e nunca volta para reorganizar a ordem. O resultado é que quem deveria aparecer em busca não aparece, e quem aparece, aparece com as skills erradas no topo.

A boa notícia é que essa é a seção mais fácil de corrigir. Diferente de Sobre e da headline, que pedem escrita, competências é uma decisão de seleção e ordenação. Em uma hora bem usada, você consegue fazer o trabalho que coloca seu perfil no radar das buscas certas.

Este post cobre três pontos: a estratégia das 50 skills (o LinkedIn permite até esse número e quase ninguém usa), a importância da ordem (os top 5 funcionam diferente das outras 45), e o que cortar do seu perfil agora porque está atrapalhando em vez de ajudar.

Principais conclusões

  • LinkedIn permite até 50 competências. Use entre 35 e 50.
  • Os top 5 são os que aparecem em destaque para o recrutador.
  • Hard skills específicas valem mais que soft skills genéricas em busca.
  • "Microsoft Office" e "Comunicação" são ruído, não competência.
  • Endorsement não muda ranking de busca, mas muda credibilidade visual.

A regra das 50 e por que ninguém aproveita

O LinkedIn permite até 50 competências por perfil. Muita gente para bem antes de preencher o limite. Esse é território desperdiçado. Cada skill é uma porta extra para o seu perfil aparecer em uma busca, e o motor não penaliza perfis com skills bem distribuídas. O que ele penaliza é repetição artificial e termos vagos.

A divisão saudável de uma seção bem montada de competências é:

  • 5 a 8 hard skills principais: as ferramentas, linguagens, metodologias e domínios que definem seu cargo-alvo. Essas são as que recrutador filtra.
  • 10 a 15 hard skills secundárias: ferramentas e métodos complementares que você domina mas não são o eixo da sua identidade profissional. Adicionam contexto.
  • 8 a 12 skills de domínio ou setor: indústria, tipo de produto, tipo de cliente, tipo de processo. Ex.: "Fintech", "B2B SaaS", "Crédito ao consumidor", "E-commerce de moda".
  • 5 a 10 soft skills selecionadas: liderança técnica, mentoria, comunicação executiva, gestão de stakeholders. Soft skill genérica não conta, soft skill específica sim.
  • 3 a 5 certificações ou credenciais com nome próprio: PMP, CSM, AWS Certified, Google Analytics. Aparecem como skill e dão sinal de validação.

Total: 35 a 50. Esse é o intervalo onde o perfil tem cobertura sem virar um catálogo de tudo.

A revisão de LinkedIn que recrutador entende

O prepara.cv analisa seu perfil contra o cargo-alvo, reescreve headline e Sobre com os seus fatos e gera foto profissional com IA. Sem clichê.

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Os top 5 são uma seção à parte

Aqui é o ponto que quase ninguém entende: as primeiras 5 competências do seu perfil têm tratamento diferente das outras 45. O LinkedIn destaca essas 5 visualmente para quem visita o perfil, e elas aparecem em filtros de busca de recrutadores como skills "principais" do candidato.

Se você tem 50 skills mas as 5 do topo são "Microsoft Office", "Trabalho em equipe", "Liderança", "Comunicação" e "Gestão de projetos", você sinaliza para o recrutador que seu perfil é genérico, mesmo que as outras 45 sejam excelentes. Recrutador não rola até a competência número 27 para decidir se você é interessante.

A regra prática: as 5 do topo devem ser as 5 hard skills mais específicas e mais alinhadas com o cargo-alvo. Sem soft skill nas 5 primeiras. Sem ferramenta genérica. Apenas o que diferencia.

Exemplo para um Engenheiro de Dados Sênior buscando vaga em fintech:

Topo (5 primeiras): Apache Spark, BigQuery, Python, Data Pipelines, Apache Airflow.

Outras: SQL, dbt, Kafka, AWS, GCP, Snowflake, Terraform, Data Quality, Data Modeling, Data Governance, ETL, Stream Processing, Fintech, Risco de crédito, Data Lake, Data Warehouse, Pyspark, Java, Scala, Kubernetes, Docker, Git, Mentoria técnica, Liderança técnica, Tech Lead, Code review, Arquitetura de dados, etc.

Os 5 do topo são todos hard skills, todos específicos, todos centrais para o cargo. A partir do 6 você pode diversificar.

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O que cortar agora do seu perfil

Algumas competências fazem mais mal que bem. Não porque sejam inválidas como conhecimento, mas porque são genéricas demais para indicar qualquer coisa para o recrutador.

A lista do que cortar:

"Microsoft Office", "Pacote Office", "Word", "Excel" (a menos que seja modelagem financeira avançada): todo profissional usa. Em busca, ninguém filtra por isso. Ocupar espaço no topo com isso desperdiça uma vaga preciosa.

"Comunicação", "Trabalho em equipe", "Proatividade": soft skills universais. Recrutador presume que você tem. Não filtra por isso.

"Inglês", "Espanhol" como skill: idiomas têm seção própria no perfil. Não duplique.

Cargos como skills: "Gerente de Projetos" não é skill, é cargo. Coloca o cargo no campo de cargo. Skill seria "Gestão de Projetos" (que é o método) ou "PMP" (que é a credencial).

Skills duplicadas em PT e EN sem critério: "Liderança" e "Leadership" como duas skills separadas dilui ambas. Escolha uma versão e mantenha. Exceção: hard skill com nome próprio em inglês usado universalmente (Python, SQL, AWS) fica em inglês mesmo no perfil em português.

Skills que você não usaria em entrevista: se você lista "Análise estatística avançada" mas não consegue fazer um teste de hipótese sem consultar Google, tire. Recrutador pode pedir contexto, e você fica em situação ruim.

A regra geral é: se a skill não te diferencia ou se você não sustenta em uma conversa de cinco minutos, ela vai embora.

Endorsements: o que vale e o que não vale

Endorsement (a "validação" que outros usuários fazem na sua skill) é o ponto mais mal compreendido da seção. Existem duas leituras erradas:

A primeira leitura errada: "Endorsement não vale nada porque qualquer um pode validar." Parcialmente verdade, parcialmente não. Endorsement não muda ranking de busca de forma direta significativa. Mas muda percepção visual. Uma skill com 47 endorsements parece mais sustentada que uma skill com zero. Recrutador faz julgamento rápido.

A segunda leitura errada: "Quanto mais endorsements, melhor." Não. Endorsement em skill que não importa para o cargo-alvo é ruído. 200 endorsements em "Microsoft Office" não te ajudam, e ainda assim ocupam visibilidade.

A estratégia razoável é: peça endorsement seletivamente, em duas ou três skills que são centrais para você, de pessoas que efetivamente trabalharam com você nessas habilidades. Ex.: peça endorsement em "Apache Spark" para o tech lead que era seu par. Pulse, não bombardeio.

E faça reciprocidade: endorse os pares que merecem nas skills que eles realmente têm. Endorsement vazio em todos é ruído mútuo.

Listas de competências por área (com base em demanda real)

Abaixo, listas referenciais de competências por área no contexto brasileiro. Não é exaustivo, é ponto de partida. As listas refletem demanda observada em vagas brasileiras e em pesquisas de mercado como o Guia Salarial da Robert Half. Adapte para sua senioridade e setor específico.

Engenharia de software (backend): Python, Java, Go, Kotlin, Node.js, REST API, GraphQL, PostgreSQL, MongoDB, Redis, Kafka, RabbitMQ, AWS, GCP, Docker, Kubernetes, Microservices, System Design, DDD, TDD.

Engenharia de dados: Apache Spark, SQL, Python, BigQuery, Snowflake, dbt, Apache Airflow, Kafka, Data Pipelines, ETL, Data Modeling, Data Lake, Data Warehouse, AWS, GCP, Stream Processing, Pyspark, Terraform, Data Quality, Data Governance.

Produto (PM): Discovery, Métricas de Produto, Product Strategy, Roadmap, OKR, A/B Testing, Análise de Dados, Pesquisa com Usuário, Produto Digital, B2B SaaS, B2C, Mobile, Growth, Product-Led Growth, Stakeholder Management, Lean Inception, Jobs to be Done, Métricas de Ativação, Métricas de Retenção, SQL.

Design (UX/UI): Design Thinking, Pesquisa com Usuário, Wireframe, Prototipagem, Figma, User Testing, Information Architecture, Design System, UX Writing, Acessibilidade, Mobile Design, Web Design, Visual Design, Design de Interação, Brand Design, Design Ops, Heurísticas de Usabilidade, Atomic Design, Discovery, Service Design.

Marketing: SEO, SEM, Google Ads, Meta Ads, LinkedIn Ads, Content Marketing, Email Marketing, CRM, Marketing Automation, HubSpot, RD Station, Salesforce, Marketing B2B, Marketing B2C, Funil de Conversão, Inbound Marketing, Performance Marketing, Branding, Análise de Dados, GA4.

Vendas (B2B): Outbound, Inbound, Account Executive, SDR, BDR, Sales Development, CRM, Salesforce, HubSpot, RD Station CRM, Negociação, Pipeline Management, Forecasting, Sales Operations, MEDDIC, BANT, SaaS, Account-Based Marketing, Cold Calling, Social Selling.

Financeiro / FP&A: Modelagem Financeira, Excel Avançado, Power BI, SQL, Forecasting, Budget, Análise de Variação, Fechamento Contábil, IFRS, Demonstrações Financeiras, Valuation, M&A, Investor Relations, ERP, SAP, Oracle, Treasury, Capital de Giro, FP&A, Planejamento Financeiro.

RH / People: Recrutamento e Seleção, Tech Recruiter, Sourcing, Boolean Search, LinkedIn Recruiter, Employer Branding, People Analytics, Cultura Organizacional, Engajamento, Performance Management, OKR, Comp & Ben, Sucessão, Treinamento, Diversidade e Inclusão, Onboarding, ATS, Gupy, Workday, BambooHR.

Use essas listas como fonte de seleção, não como cópia integral. Pegue as 35 a 50 que combinam com seu cargo-alvo e seu nível.

Como organizar a ordem com critério

Depois de selecionar as skills, a ordem importa. O LinkedIn permite reordenar a seção e tratar manualmente quais ficam em "Top skills". A regra é: as 5 do topo são as 5 mais alinhadas com a vaga que você quer agora, não com a vaga que você ocupa hoje.

Se você é Tech Lead Backend hoje mas quer migrar para Engenharia de Plataforma, suas top 5 devem ser as skills de plataforma (Kubernetes, Terraform, Service Mesh, SRE, Observabilidade), não as skills do trabalho atual (Java, Spring, REST API). Você ainda mantém as skills atuais nas posições 6 a 20, mas o destaque vai para onde você quer ir.

Esse é o ponto que muda a leitura do recrutador. Recrutador olha top 5, decide se é interessante, e só aí abre o resto. Top 5 alinhada com cargo-alvo é a alavanca.

A frequência razoável de revisão é periodicamente, ou sempre que você muda de objetivo de carreira. Se nada mudou, deixa como está.

Como sustentar as skills no resto do perfil

Skill na seção é declaração. Skill demonstrada no resto do perfil é prova. Recrutador faz o cruzamento.

Para cada uma das top 5, deveria existir pelo menos uma menção concreta na descrição de uma experiência. Ex.: se "Apache Spark" está na top 5, alguma das suas experiências profissionais deveria descrever um projeto real que usou Spark com escopo e resultado mensurável.

Se a skill aparece só na seção e nunca mais no perfil, o recrutador desconfia. Skills sem prova são vistas como decoração.

Para construir esse cruzamento, vale revisar as palavras-chave do seu perfil garantindo que as 7 essenciais aparecem na headline, no Sobre e nas skills. E revisar a abordagem por mensagem também ajuda, porque depois que o recrutador encontra você por skill, a primeira mensagem dele costuma ser direta. Você precisa estar pronto para responder.

prepara.cv ajuda a estruturar isso quando você quer fazer tudo de uma vez (perfil + competências + headline alinhados com a vaga-alvo).

A revisão de LinkedIn que recrutador entende

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Perguntas frequentes sobre competências no LinkedIn

Quantas competências eu deveria ter? Entre 35 e 50. Menos que isso é subutilização, mais é ruído.

Recrutador filtra por todas as 50 ou só as 5 do topo? Em busca booleana, ele consegue filtrar por qualquer skill que esteja no perfil. Mas as top 5 são as que aparecem em destaque visual e em filtros simplificados. Otimize para os dois.

Devo pagar pelo LinkedIn Premium para mais skills? Não. O limite de 50 skills é o mesmo na versão grátis e na Premium. Premium dá outras coisas, mas não mexe nessa.

Posso adicionar skill de área que ainda estou aprendendo? Sim, mas com cautela. Não coloque na top 5 algo que você não sustentaria em entrevista. Coloque entre as 6 e 20 com a expectativa de subir conforme você ganha experiência.

Endorsement de pessoa que eu não conheço bem vale? Vale visualmente. Mas peça apenas para pessoas com quem você efetivamente trabalhou. Endorsement de desconhecido é facilmente percebido como falso.

Devo escrever a skill em português ou inglês? Hard skills com nome próprio universal (Python, SQL, AWS, Figma) ficam em inglês. Skills de método e domínio (Discovery, Métricas de Produto, Modelagem Financeira) ficam em português se seu mercado-alvo é brasileiro. Multinacionais aceitam ambos.

O que fazer se a skill que eu quero não está na lista do LinkedIn? Você consegue adicionar skills personalizadas, mas elas funcionam pior em busca. Se possível, escolha o termo equivalente na lista padrão.


Competência no LinkedIn é decisão de seleção e ordem, não de quantidade. Use as 50 vagas que o LinkedIn te dá, escolha as 5 do topo com cuidado de quem está sendo filmado, e revise periodicamente. O recrutador certo encontra você por uma skill bem colocada.

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